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    Programa Metal i5

    Programa Metal i5: Plano Estratégico e de Ação até 2030

    Apresentado durante um evento organizado na Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (FEUP), o documento relativo ao Programa Metal i5 apresenta seis eixos estratégicos de intervenção, nomeadamente:
    Inovação e upgrading;
    Qualificação empresarial e Indústria 4.0;
    Descarbonização e economia circular;
    Atração, retenção e capacitação de talento;
    Internacionalização e IDE;
    Concertação estratégica e financiamento.
    Estas temáticas serviram de base a um conjunto de 11 projetos estruturantes.

    Composto por cerca de 23 mil empresas e por uma força de trabalho de quase 246 mil pessoas, sendo 74% da mão-de-obra masculina e mais de metade com qualificações equivalentes ao 2º ou 3º ciclo e concentrado sobretudo nas zonas mais industrializadas do Norte e Centro do país, o setor metalúrgico e metalomecânico fatura perto de 35 mil milhões de euros por ano.
    Foi com o objetivo de chegar ao final desta década com mais crescimento, mais produtividade, mais sustentabilidade, mais capacitação e mais imagem, que foram traçados os objetivos para alcançar essa meta, pela AIMMAP – principal associação do setor – com direção presidida por Vítor Neves. Foi então divulgado o ano passado o plano estratégico e de ação para o setor (Metal 2030), elaborado em parceria com a consultora EY.

    O setor metalúrgico e metalomecânico atingiu em 2022 um novo recorde nas exportações, com 23,1 mil milhões de euros no total.

    Programa Metal i5

    Business Intelligence e Boas Práticas Empresariais

    Criação de uma espécie de observatório temático que funcionará como repositório e mecanismo de partilha de informação e conhecimento sobre o setor, incluindo a caracterização e monitorização setorial e/ou subsetorial, a análise de tendências e impactos e trabalho de dados a nível histórico e preditivo, servindo de apoio à tomada de decisão das empresas, da AIMMAP e de outros stakeholders.
    Esse observatório poderá debruçar-se sobretemáticas como a vigilância tecnológica, as dinâmicas setoriais, a informação sobre mercados externos, os novos modelos de negócio e a sustentabilidade ambiental. Funcionará como um espaço de partilha de experiências e boas práticas entre as várias entidades do setor, nomeadamente academia, centros de conhecimento e empresas.

    Projetos Colaborativos de I & D + I

    Preparação de um roadmap tecnológico para o setor, a atualizar intercalarmente até 2030). Seguir-se-á o apoio à conceção / implementação de projetos que se destaquem pelo elevado conteúdo tecnológico e de inovação, alavancando impactos relevantes para o setor e/ou para os subsetores. Deverão visar soluções complexas multissetoriais ou focadas, podendo ser promovidos por consórcios completos alargados, como agendas de inovação / projetos mobilizadores, ou mais reduzidos como projetos em co-promoção.
    A dinamização destes projetos deverá ser desenvolvida em regime colaborativo, contando com múltiplos co-promotores, incluindo empresas tomadoras de tecnologia, unidades de I & D, end users e entidades de interface.

    Programa Metal i5.0

    Criação do programa de qualificação e transformação 5.0 da cadeia de valor do Metal, numa parceria conjunta entre o centro tecnológico CATIM, a AIMMAP e as empresas do setor, tendo como primeira ação o desenvolvimento de um roadmap da Indústria 5.0 segmentado em graus de maturidade digital das empresas e ações-tipo para cada nível de maturidade, salientando as vantagens associadas a cada ação-tipo.
    Deverá depois traduzir-se em iniciativas de qualificação empresarial de base tecnológica em equipamentos e ferramentas associadas à Indústria 4.0(Internet das Coisas, Inteligência Artificial e Big Data) e à automação (robótica), que inclua também investimentos em inovação produtiva focados na reconversão da indústria.

    Qualificação Empresarial para o Crescimento Sustentado

    Programa piloto de qualificação empresarial com o objetivo de promover o crescimento empresarial sustentado e perene do setor e o consequente incremento da escala produtiva, através da montagem de um sistema dinâmico com o seguinte processo: (i) caracterização da dinâmica do setor – diagnóstico; (ii) construção de referencial de competências; (iii) plano de necessidades de formação, empresa a empresa; (iv) construção do plano de formação; (v) prestação de serviços de formação; (vi) acompanhamento no terreno em modelo formação – ação – consultoria; (vii) monitorização para adaptação do diagnóstico e do processo em função da evolução da caracterização do setor. Os alvos deste projeto são empresas com capacidade de escala (vocação exportadora e vertente tecnológica), pessoal dirigente, gestores superiores, quadros intermédios, operadores e membros de famílias empresárias. Entre os veículos de intervenção destacam-se um programa avançado de capacitação ao nível da gestão e tecnológico, ou programas específicos de desenvolvimento de competências ao nível da gestão e sucessão de empresas familiares / famílias empresárias.

    Descarbonização da Indústria

    Foram consideradas cinco estratégias principais para descarbonizar os sistemas de energia industriais do setor: (i) melhoria da eficiência energética das indústrias, através da atualização de infraestruturas e tecnologias utilizadas nos processos de produção – novos equipamentos ou renovação de alguns componentes; (ii) adoção de fontes de energia renováveis e combustíveis alternativos limpos; (iii) eletrificação de alguns processos produtivos; (iv) incorporação de processos e tecnologias de baixo carbono; (v) adoção de sistemas de monitorização e gestão de consumos de energia, aproveitando o potencial da digitalização e automação.

    Promoção da Economia Circular

    Medidas passíveis de serem implementadas nas indústrias do setor do metal: (i) ecodesign dos produtos, de modo a utilizar na sua produção matérias-primas secundárias (ao invés de virgens), produtos mais ecológicos no ponto de vista da sua composição, cálculo da pegada de carbono associada ao produto, modularidade do produto facilitando a sua reparação; (ii) desclassificação de resíduos metálicos provenientes de aparas da produção ou de material não-conforme para subprodutos de outras indústrias, face ao seu enorme potencial de reincorporação; (iii) reaproveitamento de calor proveniente da produção para aquecimento de instalações fabris e das empresas; (iv) reaproveitamento de águas residuais para determinados processos de arrefecimento, que não requerem de água potável; (v) simbioses industriais.

    Programa de Atração de Talento

    Perante fortes entraves ao nível da atração e retenção de pessoal qualificado em várias áreas funcionais, o setor quer responder em várias vertentes: (i) criação e divulgação de condições de atratividade para o talento nacional e internacional; (ii) sensibilização das empresas para a criação das condições de trabalho valorizadas pelos jovens diplomados; (iii) colaboração empresas – academia para acomodar os perfis académicos e formativos às necessidades; (iv) plano de ação para o estabelecimento e/ou revisão de protocolos com universidades e escolas técnicas nacionais e estrangeiras com cursos profissionais ou superiores com vista a uma rápida integração de pessoal qualificado nas empresas do setor; (v) iniciativas de promoção do setor – roadshows, feiras de contratação (temáticas e/ou à escala regional), seminários, conferências, job days, visitas de estudo a empresas; (vi) Clube de Experiências Profissionais, catalisador de bolsas de estágio e contratação para candidatos a primeiro emprego no setor.

    Programa de Atração de Profissionais Imigrantes

    Plano a desenvolver pela AIMMAP envolvendo medidas como o levantamento dos perfis profissionais necessários à atração de imigrantes; envolvimento com as entidades locais no desenvolvimento, junto dos centros de apoio aos imigrantes e de “balcões de atendimento” orientadores à integração no setor; otimização de parcerias CENFIM / entidades congéneres nos PALOP e outros países de proximidade cultural/regional, com vista à capacitação no local para posterior imigração; criação, por parte do CENFIM, de “certificado de competências” de equivalência, a partir de parcerias com centros de formação de outros países; criação de missões ao estrangeiro para a atração de profissionais; aprofundamento da relação com o EURES (rede de cooperação europeia de serviços de emprego); sensibilização das entidades oficiais para a necessidade de desburocratização e aceleração dos processos de legalização de imigrantes; e estimulo ao desenvolvimento de políticas para o regresso de emigrantes portugueses ao país.

    Plano de Marketing Internacional

    Potenciar de forma mais ativa o processo de internacionalização das empresas do setor, particularmente através do aumento da notoriedade da marca Metal Portugal que permita alcançar uma maior visibilidade da oferta no cenário internacional. O projeto deverá incluir iniciativas de afinação do posicionamento da marca Metal Portugal para penetração mais efetiva nos mercados internacionais, o desenvolvimento de materiais gráficos, conteúdos e ferramentas de apoio às empresas e melhoria da atual plataforma digital. Além disso, pretende ampliar o conhecimento dos mercados externos nos quais o setor nacional já opera e alargar os mercados de atuação, através de estudos de mercado, presença reforçada em feiras / exposições chave e presença em outros eventos internacionais. Vai privilegiar aprospeção e captação de novos clientes, a dinamização de ações de promoção e marketing internacional e a utilização de vários canais digitais.

    Programa de Ativação de IDE Estruturante

    Projeto da AIMMAP para o investimento direto estrangeiro (IDE) com vários eixos: intervenção de índole associativa, explorando o IDE como oportunidade de criação de redes de empresas fornecedoras de origem portuguesa (clube de fornecedores), maximizando o potencial do “clube de subcontratação” e promovendo o networking entre investidores estrangeiros e potenciais fornecedores do setor; intervenção de “diplomacia económica”, promovendo as empresas do setor junto dos investidores estrangeiros e estudando o tipo de medidas que incrementem a nível internacional a eficácia dos clubes de fornecedores / clubes de subcontratação).
    O setor pede igualmente intervenção política, pugnando pela competitividade e igualdade fiscal entre empresas portuguesas e empresas estrangeiras, sensibilizando no sentido da opção preferencial por empresas que integrem tecnologias de alto valor acrescentado, promovam a I & D nacional, a requalificação dos trabalhadores (das suas unidades e dos seus fornecedores subcontratados) e que acrescentem valor à economia.

    Articulação Institucional

    Este último projeto estruturante prevê o reforço do posicionamento do setor na vertente política e económica, para consciencializar as entidades governamentais para a sua importância na reconversão dos processos produtivos, na reindustrialização, na promoção da resiliência das cadeias de valor e na indução da transição digital e climática da economia, bem como da sua importância na competitividade económica nacional. Visa ainda identificar problemas (sobretudo ao nível dos custos de contexto existentes no setor) e prioridades específicas do setor, tanto a nível nacional como europeu, e reforçar a concertação com o Governo, os representantes portugueses em Bruxelas, a CIP e a associação europeia Orgalim.

    Fonte: Eco Sapo

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